Cinco escritores negros LGBTQ+ que você precisa conhecer, ler e divulgar!

Akwaeke Emezi, autor de "Água doce", publicado pela Kapulana.

Quantos autores negros LGBTQ+ você conhece?

Talvez você conte nos dedos de uma mão, talvez nem isso. Mas não se preocupe. A culpa não é sua. O movimento #OwnVoices vem ganhando força e a representatividade de minorias sociais na literatura brasileira e mundial — majoritariamente branca e masculina ao longo da história — entrou no debate. Embora ainda longe do ideal, hoje já vemos diversos debates e fomentos à publicação de literatura negra e literatura LGBTQ+, mas raramente vemos um evento, discussão ou artigo sobre literatura negra LGBTQ+. Os debates não se cruzam, como se essas vivências não precisassem ser mostradas (mas precisam!) ou não existissem autores negros LGBTQ+ no mercado (mas existem! Aos montes!)

Vamos começar te dando uma mão cheia nesse post, mas pode ter certeza que essa lista terá continuação e logo mais não sobrará dedos. Por isso recomendamos ler e decorar os nomes!

Akwaeke Emezi

Akwaeke Emezi, autor de "Água doce", publicado pela editora Kapulana.
Akwaeke Emezi, autor de “Água doce”, publicado pela editora Kapulana.

Akwaeke Emezi nasceu em 1987, na Nigéria, em Umuahia, mas cresceu em Aba. Atualmente vive nos Estados Unidos. Em 2017, recebeu uma bolsa do “Global Arts Fund”para realizar a videoarte de seu projeto The Unblinding, e uma bolsa “Sozopol Fellowship for Creative Nonfiction”.

Akwaeke identifica-se como Ọgbanje, palavra da cultura Igbo que significa um espírito intruso que nasce em uma forma humana, e que resultaria em uma criança com um terceiro gênero. Traduzindo isto para sua realidade terrena, Akweke nasceu em um corpo feminino, mas não é mulher, identificando-se como trans e utilizando pronomes neutros para se referir a si. Akwaeke Emezi é autor de “Água doce“, publicado pela editora Kapulana.

James Baldwin

James Baldwin, autor de "Se a rua baile falasse".
James Baldwin, autor de “Se a rua baile falasse” e outros romances

Baldwin foi o primeiro escritor a dizer aos brancos o que os negros americanos pensavam e sentiam. Chegou no auge de sua fama durante a luta dos direitos civis no início da década de 60. Tornou-se mais famosos pelos ensaios do que pelos romances e peças teatrais, mas apesar disso queria se tornar um ficcionista, considerando seus ensaios um trabalho menor.

Nos primeiros livros estão as melhores amostras do seu talento: Go tell it on the mountain (1953), Giovanni’s room (1956) e Another country (1962). os dois últimos tornaram-no famoso como o pioneiro de uma nova liberdade sexual. Apesar de escrever e estudar sobre as correspondências entre medos sexuais e raciais, Baldwin era basicamente um puritano que professava a primazia do autoconhecimento em todas as relações humanas. Autor de “Se a rua Baile falasse“,”O quarto de Giovanni“e “Terra Estranha“, publicados pela Companhia das Letras.

Jarid Arraes

Jarid Arraes, autora de "Redemoinho em dia quente".
Jarid Arraes, autora de “Redemoinho em dia quente”

Nascida em Juazeiro do Norte, na região do Cariri (CE), em 12 de Fevereiro de 1991, Jarid Arraes é escritora, cordelista, poeta e autora dos livros “Redemoinho em dia quente“, “Um buraco com meu nome“, “As Lendas de Dandara” e “Heroínas Negras Brasileiras“.

Curadora do selo literário Ferina, atualmente vive em São Paulo (SP), onde criou o Clube da Escrita Para Mulheres. Até o momento, tem mais de 70 títulos publicados em Literatura de Cordel.

Nicole Dennis-Benn

Nicole Dennis-Benn, autora de "Bem-vindos ao paraíso", publicado pela Morro Branco.
Nicole Dennis-Benn, autora de “Bem-vindos ao paraíso”, publicado pela Editora Morro Branco

Nasceu e cresceu em Kingston, a capital da Jamaica. Aos 17 anos foi morar com seu pai nos Estados Unidos, para estudar medicina. Depois de um mestrado em Saúde Pública, e de atuar por alguns anos como pesquisadora na Universidade de Columbia, decidiu fazer aquilo que sempre amou: escrever.

Cursou então um novo mestrado em escrita criativa. Já deu aulas em Princeton e nas Universidades da Pennsylvania e de Nova York. Seu aclamado livro de estreia, “Bem-vindos ao Paraíso“, publicado pela Morro Branco, aborda questões de sexualidade, gênero, turismo sexual e racismo. Nicole Dennis-Benn vive hoje com sua esposa no Brooklyn, Nova York.

Olívia Pilar

Olívia Pilar, autora de "Pétala".

Começou a se arriscar na ficção através das fanfics. Formada em Jornalismo pela PUC-MG, a mineira hoje atua como freelancer em gestão de mídias sociais. É apaixonada por futebol, celebridades teen e séries de televisão.

Tem cinco cachorros e nas horas livres pode ser encontrada nas redes sociais debatendo a importância da representatividade da mulher negra na mídia – isso sem abandonar seu lado fangirl, é claro. É autora de oito livros, entre eles, “Tempo ao tempo“,”Pétala” e “Todo mundo tem uma primeira vez“.